Psicoterapia para crianças e adolescentes

A psicoterapia na infância e adolescência

A psicoterapia pode auxiliar crianças e adolescentes a elaborarem experiências, acontecimentos e impasses que atravessam o cotidiano. O trabalho acontece a partir da criação de um ambiente que favorece a expressão singular de cada sujeito, respeitando seu tempo e sua forma de se comunicar. 

A fala, a brincadeira, o corpo, o desenho e outras produções criativas podem ser vias legítimas de expressão, permitindo àquilo que ainda não encontra sentido, a possibilidade de ser reconhecido e nomeado.

Ao longo do processo, a psicoterapia pode contribuir para a ampliação do repertório simbólico, a construção e fortalecimento da autoconfiança e o desenvolvimento de recursos que auxiliem na relação com o outro e consigo mesmo. Pode também favorecer o reconhecimento de necessidades, limites e desejos, possibilitando novas formas de lidar com conflitos, angústias e desafios dos tempos do desenvolvimento.

Quando a terapia é indicada para a criança ou o adolescente?

A terapia pode ser indicada em diferentes momentos da vida do sujeito e não apenas diante de diagnósticos ou situações extremas. Ela pode ser um recurso quando surgem mudanças significativas na rotina ou na dinâmica familiar, como separações, perdas, adoecimentos, mudanças de escola ou de cidade.

Também pode ser indicada quando a criança ou o adolescente apresenta dificuldades que tangenciam questões emocionais – como angústia excessiva, inibições, irritabilidade e/ou sofrimento diante das exigências do cotidiano – e comportamentais – alterações de sono ou alimentação, dificuldades na escola – ou mesmo conflitos frequentes nas relações e na formação de vínculos.

A partir desse encontro, caso haja o desejo de seguir com o processo terapêutico, são estabelecidos os acordos necessários, como frequência das sessões, horários, valores e demais combinados.

Principais dúvidas dos pais e responsáveis

Sim. Nem sempre a criança se expressa por meio da fala. Na infância, o brincar, os desenhos, as histórias e outras formas de expressão também comunicam sentimentos, conflitos e experiências. A psicoterapia respeita o modo como cada criança consegue se comunicar, sem exigir que ela fale sobre tudo desde o início.

Nem sempre. Muitas crianças e adolescentes não conseguem dizer que precisam de ajuda ou não entendem, num primeiro momento, por que estão indo à terapia. Frequentemente, são os pais quem percebem mudanças no comportamento, dificuldades emocionais ou situações que despertam preocupação.

O desejo de estar em terapia pode ser construído ao longo do processo. Por isso, o primeiro contato também é um momento para conhecer a criança, compreender como ela vivencia essa proposta e favorecer que encontre um espaço onde possa se sentir segura para se expressar.

O mais importante é que a decisão de procurar ajuda não seja vivida como um castigo ou uma forma de corrigir a criança, mas como um cuidado diante de um sofrimento ou de uma dificuldade que merece atenção.

Na psicoterapia infantil, os pais ou responsáveis têm um papel importante no processo. Além dos atendimentos com a criança, podem ser realizadas sessões com os responsáveis para compreender melhor a história da criança, acompanhar o desenvolvimento do processo terapêutico, esclarecer dúvidas e conversar sobre questões que surgem no dia a dia. Cada caso é único, por isso a frequência desses encontros é definida de acordo com as necessidades de cada família.

Ao mesmo tempo, a psicoterapia é um espaço da criança. Para que ela possa se expressar com liberdade e construir um vínculo de confiança, o sigilo do conteúdo das sessões é preservado. Os responsáveis são acompanhados ao longo do processo e recebem as informações necessárias para o cuidado e o tratamento, sempre respeitando os princípios éticos da profissão e o espaço terapêutico da criança.

Não existe um tempo igual para todas as crianças ou adolescentes. A duração da psicoterapia depende da história, das dificuldades apresentadas e dos objetivos construídos ao longo do processo. O acompanhamento é realizado de forma individualizada, respeitando o tempo e as necessidades de cada paciente.

Não existe uma idade mínima única para o início da psicoterapia. A indicação depende das necessidades da criança e da abordagem do profissional. Atualmente, realizo atendimento psicológico para crianças a partir de 2 anos de idade.

Após as sessões iniciais com os pais ou responsáveis, importantes para conhecer a história da criança, compreender a demanda e esclarecer dúvidas sobre o funcionamento do atendimento, acontece o primeiro encontro com a criança.

Esse é um momento de apresentação e de construção de vínculo. A criança é convidada a conhecer o espaço terapêutico e a se expressar da maneira que lhe for mais confortável, seja pela fala, pelo brincar, pelos desenhos ou por outras formas de expressão. Nesse primeiro contato, mais do que obter respostas, busco conhecer a criança em sua singularidade e favorecer que ela se sinta segura para ocupar esse espaço.

Sim, quando há indicação clínica e mediante solicitação. Relatórios, declarações e outros documentos psicológicos são elaborados de acordo com as normas do Conselho Federal de Psicologia, respeitando os princípios éticos da profissão e a finalidade para a qual foram solicitados.

Sempre que necessário, conversamos sobre o documento mais adequado para cada situação.

Cada criança é única, e isso também vale para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O acompanhamento é construído a partir de suas necessidades, interesses e formas de comunicação, respeitando sua singularidade.

A psicoterapia pode oferecer um espaço de escuta, acolhimento e elaboração das experiências vividas, além de favorecer o desenvolvimento dos recursos da própria criança. Quando necessário, o trabalho é realizado em diálogo com a família e outros profissionais envolvidos no cuidado.

O diagnóstico de TDAH não define quem a criança é. Na psicoterapia, procuro compreender como ela vive suas dificuldades, suas potencialidades e as situações que geram sofrimento no dia a dia.

O trabalho não se limita aos sintomas de desatenção ou hiperatividade. Também envolve aspectos emocionais, autoestima, relações familiares, experiências escolares e outras questões que fazem parte da vida da criança ou do adolescente. Quando necessário, o acompanhamento é realizado em parceria com a família e outros profissionais envolvidos.

Cada caso deve ser considerado em suas particularidades. As condições são avaliadas a partir da primeira conversa com os responsáveis.

Para saber mais sobre o atendimento a crianças e adolescentes, entre em contato para conversarmos.